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Deeptech na Amazônia: Embrapa e UNIVALI Mapeiam Potencial de Bioinsumos e Pesquisa Aplicada em Rondônia

  • Foto do escritor: Assessor de Imprensa
    Assessor de Imprensa
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

Painel no I Startup Connect destaca que o mercado de bioinsumos cresce 21% ao ano e que a chave para o desenvolvimento é quebrar o tabu da Propriedade Intelectual.


Porto Velho, RO – O painel "Potencial de DEEP-TECH com as pesquisas realizadas em Rondônia", realizado no último dia do I Startup Connect, colocou em evidência o capital científico e tecnológico que o estado já possui, com foco em cadeias estratégicas de alto valor. A discussão contou com a participação de Luís Oliveira (Analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia) e o Professor Dr. Maurício de Campos (Diretor da Escola Politécnica da UNIVALI).

Luís Oliveira abriu o debate apresentando a contribuição da Embrapa Rondônia ao longo de 50 anos, destacando soluções que já são deeptechs regionalizadas. Entre os cases de sucesso, ele citou a tecnologia dos "Robustas Amazônicos", marca registrada que confere ao café de Rondônia o título de mais produtivo do Brasil, e a solução "Promove", um indutor de fertilização bovina que elevou em 8% os índices de prenhez em vacas.

O analista ressaltou que a Embrapa atua em modelos de inovação aberta, buscando parceiros para codesenvolvimento e licenciamento. O portfólio público de tecnologias da instituição, acessível via site, foi destacado como um canal de royalties para o setor produtivo.

O Ouro Verde dos Bioinsumos

Um dos pontos de maior otimismo foi o mercado de bioinsumos, que cresce a uma taxa de 21% ao ano no Brasil. Luís Oliveira afirmou que Rondônia tem um potencial gigantesco neste setor, citando a fixação biológica de nitrogênio como um sucesso já consolidado e indicando grandes oportunidades no desenvolvimento de herbicidas naturais e soluções biológicas para pragas regionais.

Quebrando o Tabu da PI

O Professor Dr. Maurício de Campos abordou o tema crítico da confiança entre indústria e academia. Ele criticou o histórico de pesquisadores que priorizam a publicação de artigos científicos em detrimento do registro de patentes, o que acaba por tornar as invenções públicas e não mais protegíveis, gerando receio no setor produtivo.

Em uma crítica direta ao "jeitinho brasileiro", o professor lamentou a prática de buscar engenharia reversa e copiar tecnologias estrangeiras, em vez de investir no desenvolvimento nacional. No entanto, ele afirmou que o comportamento está em mudança, com maior abertura para o diálogo entre indústria e ciência, especialmente quando a academia adota uma estratégia de entregas graduais.

Os painelistas concordaram que a melhor forma de gerar confiança e sustentar o desenvolvimento de Deeptechs (tecnologias de base científica com longo tempo de maturação) é mostrar valor em etapas, transformando o conhecimento em ativos aplicáveis. A conclusão do painel foi clara: Rondônia tem os elementos para ser um player relevante, bastando apenas alinhar a produção científica à resolução de problemas concretos do setor produtivo por meio de parcerias sustentáveis.



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