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Fiocruz-RO Lidera Healthtech na Amazônia e Anuncia Centro de Clima e Saúde

  • Foto do escritor: Assessor de Imprensa
    Assessor de Imprensa
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Unidade captou R$ 28 milhões em fomento, está desenvolvendo imunobiológico a partir de veneno de serpentes e será o primeiro Centro de Clima e Saúde do país.


Porto Velho, RO – A Dra. Naila Benevides Matos, Vice-Coordenadora de Pesquisa da Fiocruz Rondônia, apresentou no I Startup Connect a consolidação da unidade como uma plataforma tecnológica e um centro de referência científica na região Norte. Resgatando o legado histórico de Oswaldo Cruz, a palestra demonstrou como a ciência pública está atuando em momentos estratégicos do desenvolvimento amazônico.

A Fiocruz Rondônia se consolida como um polo de atração de recursos, tendo aprovado cerca de 90 projetos entre 2022 e 2024, incluindo cinco grandes projetos da FINEP, que totalizam aproximadamente R$ 28 milhões em recursos não reembolsáveis.

Biodiversidade como Inovação de Alto Impacto

A Dra. Naila destacou dois exemplos de inovações Healthtech desenvolvidas localmente que utilizam a biodiversidade amazônica:

  1. Bioadjuvax: Projeto pioneiro que utiliza lectinas extraídas do veneno de serpentes como adjuvante vacinal. Com selo registrado, a tecnologia está em desenvolvimento para culminar na produção de um novo imunobiológico mais eficiente até 2030, representando um avanço promissor na biotecnologia de vacinas.

  2. Tratamento com Laser: Em fase clínica, o estudo busca reduzir os efeitos locais da picada de serpentes, como edemas e inflamações, através da aplicação de laser de baixa intensidade combinada ao soro antiofídico, trazendo ganhos diretos para a saúde pública regional.

O Legado da COP 30: Centro de Clima e Saúde

Em um dos momentos mais importantes da palestra, a Dra. Naila anunciou a construção da nova sede da Fiocruz no antigo espaço da FARO, que será 10 vezes maior, abrigando um grande Polo de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

A grande notícia de impacto nacional foi a criação do Centro de Clima e Saúde de Rondônia, o primeiro do Brasil. Este centro fará parte do legado científico da COP 30, focando no monitoramento da qualidade do ar e na análise dos impactos das mudanças climáticas (cheias, secas, fumaça) na saúde pública, fortalecendo a capacidade de resposta a eventos extremos em toda a Amazônia Ocidental.

A apresentação reforçou que a Fiocruz Rondônia é um ponto de articulação essencial entre ciência, território e inovação, liderando tecnologias de impacto direto para a população amazônida.



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