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Academia em Xeque: Professor da UNIVALI Alerta que a Pesquisa Precisa Ser Frugal e Aplicada

  • Foto do escritor: Assessor de Imprensa
    Assessor de Imprensa
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Palestra no I Startup Connect cobra um "mindset" empreendedor na universidade e critica o foco em artigos que ignoram problemas locais.


Porto Velho, RO – O último dia do I Startup Connect Rondônia foi aberto com um chamado à ação para o setor acadêmico. O Professor Maurício de Campos, Diretor da Escola Politécnica da UNIVALI, destacou a importância de aproximar a academia das demandas reais da sociedade, afirmando que “não basta publicar artigos, alguém precisa se valer do que a gente está fazendo”.

A palestra "Pesquisador Empreendedor" desafiou o mindset tradicional da pesquisa. Maurício de Campos defendeu que o empreendedorismo é uma postura, e não uma formalidade jurídica, classificando-se como um empreendedor dentro da academia por liderar projetos que aplicam conhecimento em soluções concretas.

A Lição da Lei de Moore e o ChatGPT

O professor usou a Lei de Moore e a ascensão meteórica do ChatGPT – que alcançou 50 milhões de usuários em apenas cinco semanas – para demonstrar que a velocidade da mudança tecnológica é maior que a capacidade de percepção humana.

A conclusão é um alerta para as instituições de ensino: a universidade não tem como ensinar tudo. A missão fundamental hoje é ensinar o aluno a gostar de estudar, aprender continuamente e desenvolver autonomia intelectual para se adaptar a um mundo milhões de vezes mais avançado tecnologicamente no final de sua formação.

O Potencial da Inovação Frugal

Maurício de Campos destacou que o Brasil é um ambiente extremamente fértil para a inovação frugal – "fazer mais com menos". Ele defendeu que Rondônia, com seus recursos naturais e problemas não resolvidos, é um campo promissor para soluções criativas, baratas e eficazes.

Para provar a tese, o palestrante apresentou um case de sucesso no monitoramento de subestações em Porto Alegre: o projeto gerou uma patente de um acoplador desenvolvido no Brasil por apenas R$ 600, em contraste com um similar americano que custa em torno de R$ 18 mil. A solução brasileira foi classificada como TRL9, pronta para o mercado.

Crítica e Apelo Final

O professor criticou o mindset acadêmico que valoriza pesquisas distantes da realidade, enquanto problemas de chão de fábrica ou de comunidades locais são ignorados por parecerem "simples".

Ele defendeu que a pesquisa deve atuar em dois níveis: um focado em desenvolvimento científico de longo prazo (Deeptech) e outro comprometido com soluções de curto prazo para as demandas imediatas.

O encerramento foi um apelo: professores e pesquisadores devem sair da zona de conforto e se conectar com a realidade, pois a transformação esperada da ciência só acontece quando ela é aplicada com propósito.



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