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Setor Público Exige Resiliência: Startups Precisam Ser Parceiras, Não Apenas Fornecedoras

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    Assessor de Imprensa
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Painel no I Startup Connect destaca que o sucesso de contratos governamentais depende de articulação jurídica, domínio técnico e empatia institucional.


Porto Velho, RO – Após a discussão sobre o arcabouço legal para a contratação pública, o painel "Desafios Públicos, Soluções Privadas: Como Startups Podem Colaborar com o Governo de Rondônia" aprofundou as barreiras culturais e de execução. Mediado pelo Dr. Cesar Wanderley, o painel reuniu Bruno Pinheiro (Diretor de Inovação da PING), Dr. Cassio Bruno (Procurador do Estado) e Dr. Felipe Idalgo (Servidor do Tribunal de Justiça de Rondônia).

A conversa focou na experiência de campo da convergência entre inovação e administração pública. O Dr. Felipe Idalgo iniciou a discussão reforçando a importância de preparar o ambiente institucional e normativo para receber soluções tecnológicas, sublinhando que a política de inovação é o primeiro passo para o sucesso.

Inovação Exige Habilidade Política

O ponto central da sessão foi trazido por Bruno Pinheiro, que atua no fornecimento de soluções para o governo. Ele alertou que startups não devem se posicionar como fornecedoras paliativas, mas sim como agentes que provocam a transformação estrutural dos processos públicos.

Pinheiro compartilhou a realidade da burocracia, onde mesmo com um processo administrativo bem instruído, o empreendedor precisa enfrentar a resistência institucional e as barreiras jurídicas. Segundo ele, o processo de convencimento para adotar uma inovação exige o alinhamento de conhecimento jurídico, técnico e institucional.

"Convencer áreas jurídicas de diferentes órgãos sobre a viabilidade de uma inovação exige articulação técnica e argumentação bem embasada. É preciso resiliência e persistência," afirmou Pinheiro.

O Pós-Pandemia e as Soft Skills

O painel reconheceu que a pandemia de COVID-19 acelerou a digitalização do setor público, forçando a abertura para soluções tecnológicas. No entanto, o desafio no pós-pandemia está na sustentação dessas mudanças.

Para empreender com sucesso junto ao governo, o Dr. Bruno Pinheiro enfatizou a necessidade de soft skills específicas: negociação, escuta ativa, empatia institucional e persistência. A atuação das startups precisa ser orientada por propósito, domínio técnico e, crucialmente, inteligência relacional, compreendendo que navegar as estruturas formais da administração é tão importante quanto ter uma solução bem projetada.

O painel concluiu que, para superar os desafios públicos, a solução privada deve investir na capacidade de navegar a burocracia e sustentar a mudança cultural dentro do Estado.




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