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Sobrevivência Industrial: “Inovação é a Doença que a Indústria Precisa Pegar”, Alerta Painel do I Startup Connect

  • Foto do escritor: Assessor de Imprensa
    Assessor de Imprensa
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

SENAI foca no suporte a microempresas, enquanto Governo avança com Marco Legal e Academia desafia empresários a buscarem P&D.


Porto Velho, RO – O painel "Rondônia Conectada: Quem são os Atores que Movem a Inovação no Estado?", realizado no segundo dia do I Startup Connect, reuniu representantes cruciais da Tríplice Hélice para discutir o desafio de tirar o ecossistema da inércia. A sessão contou com a participação de José Rafael (SENAI), Jaqueline Cassol (Governo e iniciativa privada) e o Dr. Márcio Miranda (IFRO), e trouxe uma mensagem clara sobre a urgência da inovação.

Inovação como Questão de Sobrevivência

José Rafael, representante do SENAI, destacou que 95% das indústrias do estado são micro e pequenas empresas, tornando o apoio técnico e formativo uma questão de sobrevivência. Ele resumiu a urgência da transformação digital com uma metáfora: “Inovação é uma doença que, se a indústria não pegar, ela vai morrer.”

O SENAI prioriza setores como Alimentos (com foco em bioeconomia e aquicultura, como o tambaqui), Mineração e Metalmecânica/Construção Civil, nesta última implementando a ferramenta Binofice para a transformação digital. José Rafael enfatizou o apoio a programas de fomento como Centelha, Tecnova e Sebraetec para facilitar a captação de recursos pelas pequenas indústrias.

O Papel do Governo como Facilitador

Jaqueline Cassol detalhou o papel do Governo do Estado como facilitador da inovação, pautado em quatro pilares:

  1. Segurança Jurídica: Com a regulamentação do Marco Legal da Inovação.

  2. Conectividade: Meta de ampliar a internet em mais oito municípios.

  3. Fomento Acessível: Linhas de crédito como Pronampe e Investe RO.

  4. Simplificação: Desburocratização de editais públicos para o pequeno empreendedor.

A empresária e conselheira também confirmou que o Projeto de Lei de Inovação de Rondônia está prestes a ser encaminhado à Assembleia Legislativa. Em um tema de alta relevância, Jaqueline Cassol destacou que as mulheres são maioria entre os empreendedores no Brasil e em Rondônia, e defendeu a necessidade de acesso a crédito diferenciado e espaços de liderança, visto que a mulher empreendedora traz uma visão mais sensível e social aos negócios.

Academia de Portas Abertas

Fechando o painel, o Dr. Márcio Miranda abordou a lacuna entre pesquisa e mercado, um desafio histórico. Ele afirmou que o mestrado PROFNIT (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação) busca justamente planejar a Propriedade Intelectual (PI) desde o início dos projetos, desconstruindo o tabu de que a academia só produz artigos científicos.

O professor encerrou a sessão com um desafio direto à iniciativa privada: a academia tem soluções prontas, e os empresários devem buscar ativamente as instituições de ensino como seu braço de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para solucionar problemas tecnológicos. A integração dos três atores – indústria, governo e academia – foi apresentada como o único caminho para que Rondônia alcance o salto tecnológico esperado.




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