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Bioeconomia sob Foco: Painel Revela Disparidade de Renda e Aponta Soluções de Tokenização na Amazônia

  • Foto do escritor: Assessor de Imprensa
    Assessor de Imprensa
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de jan.

Enquanto a floresta sequestra 90 bilhões de toneladas de carbono, o I Startup Connect debate como a tecnologia pode multiplicar a renda do extrativista em Rondônia.

Porto Velho, RO – O painel sobre "Bioeconomia Amazônica: Como Empreender com Sustentabilidade, Lucro e Impacto Social", realizado no segundo dia do I Startup Connect Rondônia, trouxe à tona o valor incomensurável da floresta e o desafio de converter esse capital natural em renda digna e competitiva para as comunidades.

O painel, que reuniu Sheila Noele (Ecoporé), Daiane Schwengber (Poena Socioambiental) e Valdemar Camata (Coil Earth), focou em iniciativas que utilizam a tecnologia como ponte entre a sustentabilidade e o mercado de capitais.

A Floresta em Pé dá Dinheiro

Sheila Noele, da Ecoporé, abriu o debate com um enfoque no impacto social prático: "a floresta em pé dá dinheiro". Ela citou o sucesso da rede de coletores de sementes da Ecoporé, que já gerou cerca de R$ 3 milhões diretamente às comunidades, transformando sonhos simples dos moradores em realidade. A especialista reforçou que o uso de ferramentas como GPS, drones e até a internet Starlink está otimizando processos e desmistificando a ideia de que a tecnologia não se aplica ao contexto rural amazônico.

Dayane Schwengber, da Poena Socioambiental, complementou a discussão, destacando o papel da empresa como elo de gestão horizontal, convertendo investimentos privados em ações concretas como logística reversa e educação ambiental, gerando indicadores ESG claros para os investidores. Dayane criticou o desconhecimento do Sul do país sobre a complexidade da Amazônia, reforçando a necessidade de os empreendedores da região Norte ocuparem mais eventos e espaços de debate.

Tokenização e o Desafio da Renda

O momento de maior contraste foi trazido por Valdemar Camata, da Coil Earth, ao comparar a disparidade de renda entre os extrativistas e o Vale do Silício. Camata revelou que o sequestro de carbono anual da Amazônia (90 bilhões de toneladas) contrasta com o ganho per capita do extrativista, que é de apenas US$ 3 mil por ano, muito abaixo da média de US$ 117 mil/ano do Vale do Silício.

A solução proposta pela Co.Earth para reduzir essa lacuna passa pela geotecnologia e inteligência artificial. A empresa desenvolveu um sistema que identifica, mapeia e tokeniza bioativos da floresta, atribuindo uma espécie de "CPF" a cada árvore e organizando a coleta com precisão via GPS e drones.

Camata apresentou uma prova de conceito robusta: é possível gerar R$ 4 mil por hectare/ano com a venda de bioativos in natura. Com agregação de valor – como a venda de óleo em vez do fruto – esse valor pode saltar para até R$ 18 mil por hectare com o uso de mini-usinas móveis. Um projeto piloto da Co.Earth será iniciado em janeiro com 10 pequenas propriedades para comprovar que a agrobioeconomia (a junção do agro com a bioeconomia) é escalável e uma das principais saídas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e de Rondônia.




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